Alguns livros nos consomem em sua leitura desde o início até à última palavra, isso por motivos diversos. Os mais comuns são a densidade de sua narrativa, as emoções conflitantes que o texto desperta em nós, a complexidade de sua temática, a estranheza da prosa ou da lírica que o autor emprega para compor a sua obra, a fluidez assombrosa e multifacetada que assusta e perturba simultaneamente o leitor, a estrutura medonha e cativante, contiguamente, em que o conteúdo da obra está estruturado. Em determinados momentos, logo identificamos porque deixamos de ler um livro, porque resguardamos de sua leitura, adiamos a jornada de decifrar aquela obra para outra ocasião, mais propícia talvez, nunca se sabe quais fatores culminarão em uma perspectiva distinta da que tivemos em nosso primeiro contato com determinado livro, é possível que em outros contextos, circunstâncias emocionais, temporais, venhamos ter uma impressão distinta e talvez sejamos conduzidos por uma leitura jubilosa. Contud...