A literatura é uma arte que se desdobra em inúmeras facetas e há formas atípicas de se escrever nos seus mais diversos gêneros. Contudo, alguns paradigmas, como em todo o campo da invenção humana, são inevitavelmente criados e seguidos anos adentro na história dessa forma de arte esplêndida. Escrever obras derivadas é uma forma de recriar mundos, de recontar histórias fantásticas, encantadoras, deslumbrantes e de cativar outra vez os leitores, oferecendo-lhes versões elegantes, delicadamente trabalhadas, algumas aprimoradas de tal forma que se tornam verdadeiras obras-primas. Outras vezes esse trabalho de síntese, de inspiração em obras pregressas, se torna uma verdadeira calamidade e nos deparamos com textos medíocres, que destoam tanto do contexto original, que não criam nada de inovador dentro daquele trabalho fundante, que nos deixam enfurecidos por terem maculado algo que em si era tão encantador e brilhante. Quando nos propomos a ler livros como Os últimos dias de Krypton...