Somos seres societários, que não conseguem viver sozinhos e que se recusam permanecer isolados por muito tempo. Em nossas vidas, em quase todos os momentos, estamos convivendo com o outro. Essa vivência com o outro também nos traz dissabores, nos torna pessoas muitas vezes amargas, ríspidas e hostis. É o desafio de compartilhar nossas diferenças com os demais e também aceitar suas distinções, aquilo que nos une é menos frequente que aquilo que nos distancia, parte disso porque nos atemos apenas às divergências. A educação é um processo social que não pode em momento algum partir para a solidão, para o isolamento. Embora a construção do saber seja uma tarefa solitária, em nosso íntimo e a partir do nosso recorte de tudo aquilo que entramos em contato, o processo de ensino e aprendizagem é social, é compartilhado, e é ele quem orienta todo o processo educativo. Nos demais espaços e segmentos da escola, apesar de não se tornar tão evidente, também prevalece esse elo entre os sujei...
No anticlímax do inverno de 2017, o curador do espólio de Roberto Prado Delgaço escreveu para um jornalista do Correio do Vale do São Francisco para endereçar-lhe um envelope encontrado nos arquivos pessoais de Delgaço sobre uma figura que o colunista Álvaro Rebouças, do mesmo jornal, pesquisava com afinco durante toda a sua jovem carreira de jornalista. Rebouças era um jovem idealista, ainda não tinha encontrado sua natureza própria entre os obsoletos profissionais da notícia, embora tivesse inclinações genuínas e sonhos previsíveis, como todo redator tem em sua gênese. Dália Herval foi uma escritora e jornalista que viveu entre Brasília e São Paulo a maior parte de sua vida. Seu talento para as letras manifestou desde cedo, ela sempre sonhou ser uma jornalista do Semanário Nacional , um dos principais jornais do país em sua época, extinto anos antes do processo de abertura política e jamais retomado com a redemocratização. Muitas pessoas sonhavam descobrir mais sobre a brilh...